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Cartaxo

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Cidade do Cartaxo

História e pequena descrição desta linda cidade

O Cartaxo é uma cidade portuguesa do distrito de Santarém, com cerca de 10 700 habitantes.

Desde 2002 que está integrada na região estatística  do Alentejo e na sub-região estatística (NUTS III) da Lezíria do Tejo; continua, no entanto, a fazer parte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, que manteve a designação da antiga  com o mesmo nome. Pertencia ainda à antiga província do Ribatejo, hoje porém sem qualquer significado político-administrativo, mas constante nos discursos de auto e hetero-identificação. Com 148 hab./km² è a cidade com maior densidade populacional do Alentejo.
É sede de um concelho com 158,17 km² de área e 24 462 habitantes (2011),] subdividido em 6 freguesias. O concelho é limitado a norte pelo município de Santarém, a leste por Almeirim, a sueste por Salvaterra de Magos e a oeste pela Azambuja. Dista 65 km de Lisboa e 13 km de Santarém.
A existência da povoação do Cartaxo será sem dúvida bem remota. A proximidade de Santarém, cujas muralhas foram bem disputadas entre muçulmanos e cristãos, e as devastadoras incursões sobre as populações vizinhas atingiram decerto o Cartaxo.
D. Sancho II chamou-lhe “fogo morto” e pensou repovoar o lugar do “Cartaxo” e o vizinho Cartaxinho (actual Ribeira do Cartaxo), pelo que concedeu esta sua terra reguengueira a Pedro Pacheco, ficando este obrigado a construir ali uma albergaria para os pobres. Nem Pedro Pacheco nem os seus descendentes cumpriram tal obrigação. Mais tarde, os moradores do lugar pediram a D. Dinis que lhes desse uma carta de povoamento. D. Dinis satisfez o pedido e concedeu carta de foral a 20 homens e seus sucessores para que eles fizessem ali “pobra” no seu “lugar do Cartaxo”.[8] Ficaram obrigados a dar ao rei, em cada ano, a oitava parte do pão, do vinho e do linho, “estando o pão na eira, o vinho no lagar e o linho no tendal”; e dos “monte maninhos” que cultivassem, só passados 3 anos, ou 5 anos se fossem vinhas, é que lhes exigiria o pagamento do foro. O mesmo se aplicaria a todos os futuros povoadores do lugar. Obrigavam-se todos, também, a fazer boas casas e bons currais “bem larguos”. Os abusos ou crimes contra alguém eram punidos com 6000 soldos e pagamento a dobrar do prejuízo causado.[8] Este foral foi depois confirmado por D. João I a 27 de Julho de 1387, e por D. Manuel I em 4 de Novembro de 1496.
Um dos problemas dos moradores prendia-se com os abusos das “Justiças de Santarém”. Alguns documentos fazem alusão ao facto, assim como aos reparos régios. Assim o demonstra, por exemplo, uma carta datada de Almeirim, de 6 de Janeiro de 1458, na qual D. Afonso V atende às reclamações dos cartaxenses contra as prepotências de Gonçalo Galvão, juiz da vila de Santarém.
O crescente aumento populacional e o progresso da lavoura encorajavam a reivindicação de isenção face à jurisdição de Santarém. Só em 1815, por alvará dado no Rio de Janeiro, a 10 de Dezembro desse ano, D. João VI concede ao Cartaxo (então “Cartacho”), a independência administrativa e eleva-a à categoria de vila, “(que) terá por termo além do seu antigo Desctrito, os lugares de Vallada e Porto de Muge, e as Freguesias de Valle da Pinta, Pontével, Ereira e Lapa…”. Foi elevada a cidade a 21 de Junho de 1995.

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